A relação foi divulgada ontem pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) após a cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes).
O ministro das Finanças da Suíça, Hans Rudolf Mertz, criticou a forma como se elaborou a lista -que complementa uma “lista negra” dos piores paraísos fiscais- sem consulta aos países citados.
“A lista não especifica os critérios. Suíça não é um paraíso fiscal. Sempre cumpre suas obrigações e está sempre disposta a dialogar. E o fato de que Suíça, como membro fundador da OCDE, nunca tenha sido incluída nas discussões para fazer as listas é especialmente estranho”, assinalou Mertz.
A OCDE divulgou ontem à noite, depois da cúpula do G20 em Londres, sua nova lista que cita Costa Rica, Uruguai, Malásia e Filipinas como os territórios menos solícitos em matéria de informação fiscal.
O relatório ainda inclui uma “lista cinza” com outros 38 países e jurisdições, entre eles Luxemburgo, Suíça, Áustria e Bélgica, que embora se comprometeram a respeitar as normas internacionais, mas ainda não deram passos nessa direção.
Mertz lembrou que no dia 13 de março, a Suíça adotou a decisão de se submeter aos padrões de transparência da OCDE e que já começou a negociar com os países que o pediram os respectivos acordos para adaptá-los aos novos requerimentos.