O Governo suíço anunciou nesta quarta-feira que decidiu bloquear os fundos depositados em bancos do país pelo ex-presidente de Tunísia, Zine el Abidine Ben Ali, e pelos seus familiares.
A Suíça também decidiu bloquear as contas bancárias do presidente em fim de mandato da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, que se nega a abandonar o poder após ter perdido as eleições.
“Tais medidas têm o objetivo de encorajar os dois Estados a apresentar pedidos de colaboração judicial em matéria penal”, explicou a ministra de Assuntos Exteriores da Suíça, Micheline Calmy-Rey.
“Trata-se de uma medida para evitar que o setor financeiro suíço sirva para ocultar os fundos retirados dos povos envolvidos”, acrescentou perante os meios de comunicação em Berna.
A ministra disse em audiência que após a evolução dos eventos em Túnis, o Conselho Federal quis atuar rapidamente para evitar o risco que os fundos fossem retirados.
Diversos partidos e associações tinham solicitado o congelamento dos bens do ex-presidente Bel Ali depositados na Suíça, entre eles a Associação de Tunisianos na Suíça.
O grupo considerou que os fundos bancários de Ben Ali guardados na Suíça não deviam desaparecer “em detrimento de seu legítimo proprietário, a república de Tunísia”, e assinalou que tanto a fortuna monetária como os bens imobiliários provinham de “delitos cometidos no ano que governou o país, do abuso de confiança e do desvio de fundos públicos e privados”.
O Partido Socialista Suíço também tinha pedido “urgência” no congelamento dos bens do ex-ditador no país alpino.