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Mundo

Sudão decreta toque de recolher após violentos combates próximos da capital

Arquivo Geral

10/05/2008 0h00

O Ministério do Interior do Sudão decretou hoje o toque de recolher em Cartum após o registro de violentos confrontos nas proximidades da capital com rebeldes do Movimento para a Justiça e a Igualdade (MJI) de Darfur.

A medida excepcional entrou em vigor às 17h (11h em Brasília) e irá até às 6h de domingo (0h em Brasília), for sale informou o Ministério do Interior em comunicado no qual diz que “insurgentes de Darfur entraram na cidade de Omdurman”.

Testemunhas locais disseram à Agência Efe que viram vários corpos no oeste da cidade e que há combates em diversos bairros.

Elas também relataram que as autoridades fecharam o tráfego das três pontes sobre o rio Nilo que unem Omdurman a Cartum para impedir que insurgentes se dirijam à capital sudanesa.

Fontes militares, malady entrevistadas pela emissora “Al Jazira”, more about afirmaram que os confrontos começaram há três dias na província de Kordofan, de onde os rebeldes avançam em direção a Cartum em 115 jipes.

No entanto, porta-vozes militares sudaneses disseram que a Força Aérea do Governo conseguiu repelir a ofensiva, mas reconheceu que alguns insurgentes conseguiram entrar em Omdurman.

Desde então, as tropas e as forças de segurança intensificaram o controle dos acessos à capital, destacaram as fontes.

Os confrontos em Omdurman acontecem um dia após o Exército acusar em comunicado o MJI de preparar “uma campanha de sabotagens” em Cartum e em outras áreas do país “com o objetivo de conseguir propaganda na imprensa”.

Segundo a nota, foram detectados rebeldes cruzando a fronteira pelo Chade em veículos, o que motivou um apelo junto a sociedade para cooperar com as forças de segurança para “abortar as sabotagens”.

O MJI, um dos maiores grupos rebeldes de Darfur, se negou a assinar em 2005 os acordos de Abuja entre o Exército e vários movimentos insurgentes.

O conflito em Darfur explodiu quando os grupos rebeldes desta região tomaram em armas para protestarem contra a pobreza e a marginalização da região, na fronteira com o Chade.

Desde então, 300 mil pessoas morreram e outras dois milhões e meio se viram forçadas a deixarem suas casas.

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