Parlamento sudanês aprovou hoje a lei eleitoral que regerá o plebiscito sobre a independência do sul do Sudão, previsto para 1º de janeiro de 2011.
A aprovação da lei foi possível após um acordo alcançado pela legenda governante, o Partido do Congresso Nacional, e a principal formação do sul e aliado do Governo, o Movimento Popular de Libertação do Sudão (MPLS).
A lei tinha sido aprovada na semana passada, mas foi rejeitada pelo MPLS, que se retirou da Câmara depois que suas emendas foram rejeitadas.
A nova lei contém um parágrafo proposto pelo MPLS que permite aos sudaneses do sul que foram forçados a abandonar suas casas antes da independência do país, em 1956, que votem no plebiscito no local de suas residências de origem.
Segundo o chefe do bloco parlamentar do MPLS, Yasser Armam, o novo acordo significa a construção de uma ponte de confiança entre seu grupo e o Governo.
Mais de 2 milhões de pessoas morreram na guerra entre o norte e o sul, que começou em 1983, quando o regime de Cartum impôs a lei islâmica em todo o país, e os rebeldes sulinos, de maioria cristã e animista, iniciaram um levante armado.
O conflito terminou com a assinatura de um acordo, em 2005, que inclui a formação de um Governo autônomo transitório e a realização, seis anos depois, de um plebiscito para que os habitantes do sul decidam sobre a permanência ou separação do Sudão.