Uma fonte da embaixada dos Estados Unidos em Tegucigalpa confirmou à Agência Efe a chegada de Kelly, mas não deu detalhes sobre sua agenda nem a finalidade da visita.
No entanto, Zelaya disse à Efe que deve receber ainda hoje Kelly na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde o deposto líder hondurenho permanece desde 21 de setembro, após voltar clandestinamente ao país.
Fontes da Casa Presidencial disseram à Efe que ainda não está confirmado se o governante de fato, Roberto Micheletti, receberá o alto funcionário americano.
Kelly esteve em Tegucigalpa em 10 e 11 de novembro para impulsionar o cumprimento do acordo assinado em 29 de outubro por comissões de Micheletti e Zelaya, e encaminhado a resolver a crise política do país.
Além disso, Kelly integrou uma missão do Governo americano que propiciou a assinatura do acordo, junto com o secretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, e o conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca para a América Latina, Dan Restrepo.
A chegada de Kelly coincidiu com o anúncio do presidente do Congresso hondurenho, Alfredo Saavedra, de que esse órgão se reunirá em 2 de dezembro para resolver se restitui ou não Zelaya, como estabelece o acordo de 29 de outubro.