O ministro de Assuntos Exteriores alemão, order Frank-Walter Steinmeier, more about pediu hoje durante um debate sobre a América Latina no Parlamento alemão que se aproveitem os passos rumo à abertura dados em Cuba por seu presidente, more about Raúl Castro, para renovar as relações com a ilha.
Segundo Steinmeier, com a saída de Fidel e a chegada de Raúl Castro, Cuba não se transformou da noite para o dia em uma democracia, mas não se devem “minimizar os pequenos e cuidadosos passos dados em direção à abertura”.
“A cuidadosa mudança pode abrir oportunidades, e nós queremos aproveitá-las”, acrescentou.
O ministro incluiu Cuba ao falar da necessidade de intensificar as relações entre a União Européia (UE) e a América Latina.
O analista de política externa da União Democrata-Cristã (CDU), Eckart von Klaeden, por outro lado, disse que Cuba deve dar passos mais claros em direção à democracia, libertando os presos políticos e permitindo que os opositores viajem ao exterior.
A chanceler alemã, Angela Merkel, viajará na semana que vem à América Latina, onde visitará Brasil, México e Colômbia, além de assistir, em Lima, à cúpula entre a UE e a América Latina.
Em seu discurso perante o Parlamento, Steinmeier se referiu também aos protestos contra a fome ocorridos em Haiti, Honduras e México, e disse que representam claros sinais de alarme.
Ele acrescentou que aqueles protestavam eram “perdedores no processo de globalização”, e advertiu que há casos nos quais “confiar na capacidade de correção dos mercados não é suficiente”.
Nesse contexto, o ministro pediu impulso a uma ordem justa no comércio mundial, e o apoio aos esforços nacionais para superar a brecha entre ricos e pobres.
Werner Hoyer, do opositor Partido Liberal (FDP), criticou o déficit existente na cooperação entre a UE e América Latina, que atualmente está sendo aproveitado por concorrentes no mercado mundial, como é o caso da China.
Heike Hänsel, do Partido da Esquerda, por sua parte, pediu solidariedade com a resistência latino-americana contra o neoliberalismo, e acusou os outros grupos parlamentares de verem a América Latina somente como um mercado.