O primeiro-ministro da Somália, Abdiweli Mohammed Ali, pediu nesta quarta-feira ao Conselho de Segurança da ONU que envie mais soldados para reforçar a segurança de Mogadíscio e que o Governo Federal de Transição (GFT) possa reforçar sua posição perante à milícia islâmica Al Shabab.
“O apoio da comunidade internacional é decisivo se queremos continuar protegendo os civis, garantir a entrega segura e a tempo de ajuda humanitária e evitar que os extremistas usem nosso território como base para idealizar ataques terroristas”, disse o político perante o Conselho de Segurança.
Atualmente, a Missão da União Africana para a Somália (Amisom) tem no país nove mil soldados sob mandato da ONU e que, junto às tropas do GFT, lutam contra Al Shabab, grupo radical islâmico vinculado à Al Qaeda que tenta impor um Estado muçulmano nesse país.
O Conselho de Segurança deve desdobrar mais três mil soldados, até chegar aos 12 mil, mas as autoridades de transição na Somália pedem que esse número chegue até 20 mil homens.