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Soldados poloneses que mataram seis civis afegãos podem ter seguido ordens

Arquivo Geral

22/11/2007 0h00

Os militares poloneses que mataram seis civis no Afeganistão, sildenafil entre eles três mulheres e duas crianças, sickness durante um confronto com talibãs poderiam ter disparado contra a aldeia por ordem de seus superiores, page segundo a edição de hoje do jornal “Gazeta Wyborcza”.

A questão é se as mortes causadas pelos sete soldados foram um acidente ou se havia ordens de disparar contra o povoado de Nangar Khel, no qual terroristas talibãs se misturaram aos civis, de acordo com o jornal.

O jornal cita fontes anônimas segundo as quais o ataque à aldeia foi planejado pelos comandantes da base da Polônia quando os soldados saíram do quartel para patrulhar a região.

Os sete soldados permanecem detidos à espera de julgamento, onde podem ser condenados a penas de entre doze anos de prisão a cadeia perpétua.

Os primeiros interrogatórios feitos pela Promotoria militar indicam que o comportamento dos suspeitos foi desproporcional e, possivelmente, consciente.

Os soldados asseguraram inicialmente que sofreram uma emboscada dos talibãs, com a explosão de uma mina, que provocou uma confusão na qual seis civis morreram, mas depois reconheceram que a declaração era falsa, porque a mina tinha explodido horas antes.

O general das tropas polonesas no Afeganistão, Waldemar Skrzypczak, assegurou hoje à emissora “RMF FM” que defenderá os soldados e que se for confirmado que os militares cometeram um crime eles serão expulsos do Exército.

“A obrigação de um chefe é defender seus soldados, porque eu os treinei”, afirmou o general, que declarou que tem “fé e confiança em que sua inocência será comprovada”.

“Após nossa resposta, vimos, através das miras, que os aldeões faziam sinais com as mãos, então fomos lá e encontramos a cena macabra, com duas crianças e três mulheres mortas, que resgatamos imediatamente”, relataram os soldados.

Nos últimos dias, os militares foram acusados de ter gravado suas vítimas com seus telefones celulares.

“Como poderíamos cometer semelhante erro? Talvez o problema era que as armas estavam defeituosas?”, perguntaram os soldados, que sustentam que em nenhum momento apontaram para os civis, e sim para os terroristas talibãs que disparavam da aldeia.

Dois insurgentes foram detidos na ação.

O incidente ocorreu entre os dias 15 e 16 de agosto. Os militares faziam parte do contingente polonês no Afeganistão, com 1.200 homens atualmente.

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