Os militares poloneses acusados da morte de seis civis no Afeganistão durante um confronto com milicianos talibãs mentiram em seu depoimento inicial, no rx no qual asseguraram que se defenderam de um ataque após a explosão de uma mina.
O jornal “Gazeta Wyborcza” publica hoje os depoimentos dos sete soldados envolvidos no crime, que podem ser condenado a penas de entre 12 anos de prisão e cadeia perpétua.
Os primeiros interrogatórios feitos pela Promotoria militar indicam que o comportamento dos suspeitos foi desproporcional e, possivelmente, consciente.
Os soldados asseguraram inicialmente que sofreram uma emboscada dos talibãs, com a explosão de uma mina, que provocou uma confusão na qual seis civis morreram, entre eles mulheres e crianças, e outros três ficaram gravemente feridos.
“Sim, mentimos, mas não somos criminosos”, disseram os acusados, que reconheceram que a explosão da mina ocorreu horas antes do massacre de Nangar Khel, uma aldeia na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão na qual os poloneses foram recebidos a tiros e responderam da mesma forma.
“Após nossa resposta, vimos, através das miras, que os aldeões faziam sinais com as mãos, então fomos lá e encontramos a cena macabra, com duas crianças e três mulheres mortas, que resgatamos imediatamente”, relataram os soldados.
Nos últimos dias, os militares foram acusados de ter gravado suas vítimas com seus telefones celulares.
“Como poderíamos cometer semelhante erro? Talvez o problema era que as armas estavam defeituosas?”, perguntaram os soldados, que sustentam que em nenhum momento apontaram para os civis, e sim para os terroristas talibãs que disparavam da aldeia.
Dois insurgentes foram detidos na ação.
O incidente ocorreu entre os dias 15 e 16 de agosto. Os militares faziam parte do contingente polonês no Afeganistão, com 1.200 homens atualmente.