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Sócrates fecha campanha em Portugal com ar vitorioso e críticas a marxistas

Arquivo Geral

25/09/2009 0h00

O primeiro-ministro português, José Sócrates, encerrou hoje a campanha para as eleições legislativas deste domingo demonstrando confiança na vitória de sua legenda, o Partido Socialista (PS) e com ataques à esquerda marxista, que deve diminuir a grande vantagem do Governo em todas as pesquisas.

Sócrates liderou hoje o comício mais movimentado da campanha, com a presença de milhares de simpatizantes já em clima de vitória.

Com mais de 38% das intenções de voto frente aos 30% do principal adversário do PS, o Partido Social Democrata (PSD, de centro-direita) Sócrates se deu ao luxo de dedicar um de seus principais discursos do dia a ataques contra os argumentos da esquerda e a pedir o chamado voto útil para sua legenda.

“Portugal não precisa de propostas políticas radicais ou extremistas”, declarou o primeiro-ministro ao apelar para um voto com a utilidade de construir e não destruir.

O discurso de Sócrates tinha como alvo principal o Bloco de Esquerda, um partido marxista que vem aparecendo nas pesquisas de opinião como a terceira força política portuguesa com cerca de 10% das intenções de voto, acima da coalizão de comunistas e verdes que ocupava essa posição.

O PS parece temer a perda de votos que o avanço dessas forças mais à esquerda podem representar. Hoje, o primeiro-ministro fez menção ao “perigo dos que pretendem nacionalizar bancos, seguros e a área de energia quando a nação vive momentos de grande exigência e precisa de muita responsabilidade”.

“Esse tipo de proposta eleitoral seria um erro econômico que muito puniria Portugal e os portugueses”, argumentou Sócrates em alusão aos adversários da esquerda.

Mesmo com o PS à frente nas pesquisas, Sócrates deixou claro novamente o temor de que a confiança na vitória gere abstenção e acabe por prejudicar o resultado da legenda ao insistir em que só com votos se vencem as eleições.

Horas antes, o primeiro-ministro chamou a atenção ao conseguir o apoio público do ex-meio-campo da seleção portuguesa Luis Figo e do presidente do clube de futebol Benfica, Luis Filipe Vieira.

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