Os socialistas se mostraram hoje resignados de governar Portugal em minoria após constatar a falta de apoio de toda a oposição, que foi alvo de novos ataques no último dia da campanha para as eleições municipais do domingo.
O presidente português, o conservador Aníbal Cavaco Silva, concluiu hoje seus contatos para a formação do Governo com uma reunião com o Partido Socialista (PS) da qual o primeiro-ministro interino, José Sócrates, não participou.
Sócrates quer continuar no Executivo após ganhar, sem maioria absoluta, as eleições do dia 27.
O chefe de Estado tinha recebido antes Manuela Ferreira Leite – líder do principal partido de oposição, do qual Cavaco provém, o Social Democrata (PSD, centro-direita) – que, como os dirigentes das outras três legendas do Parlamento, disse à imprensa que não apoiará Sócrates.
O presidente do PS, Antonio de Almeida Santos, que representou a sua legenda na reunião com Cavaco, tentou minimizar a falta de apoio dos demais partidos e assegurou aos jornalistas que administrar o país em minoria “não é uma tragédia”.