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Sobrinha de Lugo diz que ex-bispo tem filha de 22 anos

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00

Uma sobrinha do presidente do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, despertou hoje um novo escândalo no país ao assegurar que o governante participou no final de semana passado do casamento de uma suposta filha, uma jovem de 22 anos, e não de uma sobrinha, como foi dito.

“Demorou 22 anos para se saber a verdade. É uma pena que eu seja novamente quem tenha que desmentir uma suposta prima que não existe”, denunciou Mirtha Maidana, filha de Mercedes Lugo, primeira-dama e irmã mais velha do governante.

A sobrinha de Lugo, afastada do tio desde agosto, disse que a história da suposta filha é um falso segredo em sua família.

O novo escândalo começou a tomar forma no último final de semana, quando o jornal “Abc Color”, de Assunção, publicou detalhes da participação de Lugo no casamento de uma sobrinha, Fátima Rojas, no qual houve “um esbanjamento de bom gosto e aprimoramento da alta gastronomia”.

Segundo a denúncia de Maidana, Fátima Rojas seria filha de Lugo.

“Ele próprio se pôs em evidência. Como vai ao casamento de uma suposta sobrinha quando sequer assistiu ao casamento do filho de sua única irmã, onde estiveram seus amigos de infância, as pessoas do bairro de sua querida cidade”, disse Mirtha Maidana.

“Quem financia os luxos do Presidente e por quê?”, diz a manchete de hoje do “Abc Color”, que a ilustra com fotografias de Lugo chegando à festa em um imponente veículo 4×4 que, segundo o jornal, pertence a um poderoso empresário.

A publicação também diz que o noivo, Luis Paciello, foi favorecido com um emprego na usina hidroelétrica de Yacyretá, operada por Paraguai e Argentina, e apresenta declarações da mãe da jovem, Teresita de María Rojas, docente e bancária, de 55 anos.

“Sempre frequentava minha casa quando era sacerdote (Lugo)”, ressaltou Mirtha Maidana, ao comentar que a suposta filha do chefe de Estado tem a mesma idade de um de seus filhos.

O governante “deixou filhos por todos os lados e não os reconheceu”, afirma Mirtha, que em meados de 2009 foi acusada pela imprensa de receber um salário como professora na rede pública paraguaia sem trabalhar, o que levou ao seu afastamento do presidente.

Atualmente, Lugo enfrenta dois processos de paternidade. Em abril, ele reconheceu ser pai de Guillermo Armindo, de dois anos, filho de Viviana Carrillo, nascido cinco meses após sua renúncia ao estado clerical para se dedicar à política.

Benigna Leguizamón, de 27 anos, processou o presidente ao assegurar que um de seus filhos, de seis anos, nasceu quando trabalhava como faxineira na diocese de San Pedro, em uma das regiões mais pobres do Paraguai, onde Lugo foi bispo entre 1994 e 2006.

Na outra causa, Lugo tramitou hoje a rejeição ao processo de reconhecimento de paternidade impetrado por Hortênsia Morán, de 40 anos, segundo a qual seu filho Juan Pablo, de quase dois anos, também é filho do governante.

O advogado de Lugo, Marcos Farina, explicou que Morán, professora e diretora de uma creche social em Capiatá, cidade próxima a Assunção, reivindica que seu filho tenha o sobrenome do chefe de Estado “estando legalmente casada com outra pessoa e sem ter se divorciado”.

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