Sobreviventes de genocídios, help diagnosis do Holocausto nazista ao de Ruanda, fizeram um apelo hoje por sanções da União Européia (UE) para pôr fim ao conflito de Darfur. Segundo os sobreviventes, a UE não fez quase nada para suspender o assassinato em massa no oeste do Sudão.
"Não sobrevivi a um campo de concentração nazista para ficar parado enquanto um genocídio se repete", disse o sobrevivente do Holocausto Martin Stern, uma das 120 pessoas a assinar uma carta aberta dirigida aos membros da UE. "A Europa pode desempenhar um papel de liderança na interrupção desse massacre, mas tem que agir agora", acrescentou.
O Sudão está resistindo à pressão internacional para que permita a entrada no país de 20 mil soldados da Organização das Nações Unidas (ONU) em substituição aos militares da União Africana (UA) que estão em Darfur, onde 200 mil pessoas já morreram e 2,5 milhões de pessoas ficaram desabriga das em três anos de conflito. A missão da União Africana, mal financiada e equipada precariamente, expira no dia 31 de dezembro, mas ainda não há um acordo relativo ao que acontecerá a partir daquela data.
Enquanto isso, a violência em Darfur está se agravando, com soldados do governo e milícias aliadas, assim como rebeldes, sendo responsabilizados por novos ataques.
Sobreviventes do Holocausto nazista, do Camboja, da Bósnia e de Ruanda assinaram uma carta aberta aos líderes da UE que se encontram hoje na cidade finlandesa de Lahti pedindo por sanções da UE sobre o governo sudanês.
O premiê finlandês, Matti Vanhanen, cujo país mantém a presidência rotativa da UE, disse que os líderes discutiram brevemente "a situação alarmante do Sudão". "Estamos trabalhando firmemente para convencer o governo do Sudão de que a operação da ONU é a única opção viável", declarou ele.
O presidente dos EUA, George W. Bush, assinou na semana passada uma lei impondo sanções sobre os responsáveis por genocídio e crimes de guerra no Sudão.