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Sobem para 195 os mortos em ataque israelense a Gaza

Arquivo Geral

27/12/2008 0h00

Pelo menos 195 pessoas morreram no ataque em massa lançado hoje pelo Exército de Israel em Gaza, ambulance segundo uma nova apuração feita pelo chefe dos serviços médicos locais, Moawiya Hasanain.

Ele explicou à imprensa que se trata de uma apuração ainda provisória, já que, nas próximas horas, mais corpos poderiam ser retirados dos escombros dos edifícios atingidos.

Além disso, o número de mortos pode subir, já que alguns dos feridos – que passam de 100 – se encontram em estado grave.

Fora as vítimas fatais na Cidade de Gaza, o ataque israelense provocou a morte de 23 pessoas em Khan Yunis e Rafah, informou à Agência Efe o encarregado para a América Latina do Fatah, Mohammed Odeh, que afirmou que, entre os falecidos, está o responsável da Polícia do Hamas em Gaza, Tawfiq Jaber.

O Ministério da Saúde palestino, na Cisjordânia, fez um apelo para que a população doe sangue, que será transferido às regiões afetadas, indicou a mesma fonte.

Por sua parte, fontes do Hamas, o movimento islâmico que controla Gaza e que teria sido o alvo da ação israelense, confirmaram que o bombardeio “em massa” afetou dezenas de edifícios de sua propriedade na cidade, muitos deles situados em áreas residenciais.

Estas fontes informaram que o ataque causou pânico entre a população dos imóveis próximos aos alvos, muitos deles situados em áreas residenciais.

A televisão local mostrou imagens de vários prédios transformados em escombros, entre os quais se viam os corpos de vários policiais vestidos com o uniforme preto do Hamas.

Entre as zonas afetadas está o porto da Cidade de Gaza e várias sedes das forças de segurança do Hamas.

Testemunhas afirmam que dezenas de aviões e helicópteros israelenses participaram da operação militar.

O bombardeio ocorreu dois dias depois que o Governo israelense tomou a decisão de empreender uma operação militar em grande escala em Gaza, se os grupos armados palestinos continuassem lançando foguetes contra o território de Israel.

A imprensa israelense informou que a execução dessa intervenção militar seria realizada a partir de domingo para dar tempo às autoridades egípcias a fazerem uma última tentativa de mediação entre Israel e Hamas.

A mediação egípcia tinha o objetivo de renovar a trégua que ambas as partes assinaram em junho e que terminou no dia 19.

Após o ataque, porta-vozes do Hamas anunciaram que o movimento islâmico prosseguiria a resistência “até a ultima gota de sangue”.

Pouco depois da advertência, grupos armados palestinos de Gaza lançaram mais de 20 foguetes artesanais nas povoações israelenses que fazem divisa com a Faixa.

Uma mulher da localidade israelense de Netivot morreu após ser atingida por um dos projéteis, que, segundo os serviços médicos israelenses, feriu outras quatro pessoas.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, não descartou que os ataques do Exército do Estado judeu em Gaza “prossigam e se ampliem se for necessário” nos próximos dias.

Barak ordenou que as povoações israelenses divisórias a Gaza permaneçam em “estado de alerta”, e antecipou que os próximos dias “serão difíceis”.

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