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Sobe para 98 os mortos pelo terremoto na Nova Zelândia

Arquivo Geral

24/02/2011 11h39

As autoridades neozelandesas elevaram nesta quinta-feira para 98 os mortos no terremoto que na terça-feira atingiu a cidade de Christchurh, onde continua a busca por mais de 200 desaparecidos.

Com o avanço das horas sem encontrar sobreviventes sob os escombros de prédios diminui a esperança dos membros das equipes de resgate e do primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key.

“A perda de vidas pode ser substancialmente maior do que possamos imaginar”, revelou à imprensa do Governo depois do resgate de 23 corpos nesta quinta.

Alguns dos corpos estavam tão irreconhecíveis que a identificação será feita pela impressão digital e por teste de DNA, revelou o chefe local da Polícia Dave Cliff ao canal estatal de televisão.

Na lista oficial de 226 desaparecidos estão 46 estudantes estrangeiros e professores de um centro de ensino do inglês, que ficava no terceiro andar do prédio que abrigou a sede do canal “Canterbury” de televisão, conhecido por CTV.

Os especialistas descartaram a existência de sobreviventes debaixo das toneladas de escombros do prédio CTV, do quais os bombeiros retiraram 47 corpos e as autoridades temem que estejam sepultadas entre 60 e 120 vítimas.

Nas ruínas da catedral de Christchurch, considerada uma das construções mais emblemáticas da cidade de 400 mil habitantes, as autoridades acreditam que resta falte retirar de 16 a 22 pessoas. As autoridades acreditam que todos tenham morrido.

Outras vítimas foram localizadas debaixo do que um dia foi o prédio da corporação financeira Pyne Gould e em diversas construções destruídas pelo terremoto de 6,3 graus na escala aberta de Richter que surpreendeu à população no horário de almoço.

“Dois dos mortos são bebês, um de cinco meses e outro de nove”, revelou o chefe da Polícia ao anunciar à imprensa a chegada de mais corpos ao necrotério da cidade.

O departamento de Saúde Pública indicou que 164 pessoas estão internadas com ferimentos graves em diferentes hospitais da cidade, após terem atendido 431 casos de urgência outros 2 mil feridos leves.

Aos trabalhos de resgate realizados por 400 membros das equipes neozelandesas, se uniram outros 300 especialistas enviados pela comunidade internacional, incluídos da vizinha Austrália, Japão, Cingapura, Estados Unidos e o Reino Unido, equipados com instrumentos acústicos de precisão e apoiados por cães farejadores, de acordo com as fontes oficiais.

A maior parte dos prédios abalados fica na zona central de Christchurch, isolada por soldados das forças de segurança para prevenir saques e acidentes no caso de réplicas do terremoto.

As autoridades de Defesa Civil indicaram que cerca de 40% dos imóveis da cidade, principalmente das localizadas nos subúrbios do leste, continuam sem eletricidade e 80% da população está sem água em suas casas.

O Governo declarou na última quarta-feira o “estado de emergência” após o primeiro-ministro dizer na televisão que o terremoto havia causado “morte e destruição em uma escala inimaginável”.

Em setembro, um terremoto de 7,2 graus atingiu Christchurch e causou dezenas de feridos e importantes danos em infraestruturas públicas e prédios ao sul do país.

Nova Zelândia registra a cada ano 14 mil tremores, dos quais 20% alcançam ou superaram os 5 graus na escala aberta de Richter.

Em 1968, um terremoto de 7,1 graus causou três mortos no litoral oeste da ilha do Sul. O tremor mais grave ocorreu em 1931 na cidade de Napier da ilha do Norte, onde 256 pessoas perderam a vida.

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