O número de feridos nos choques, na noite desta sexta-feira, entre manifestantes e forças de segurança nos arredores da Embaixada de Israel no Cairo aumentou para 837, informou a agência de notícias estatal egípcia “Mena”, que cita uma fonte do Ministério da Saúde.
Além dos feridos, uma pessoa morreu após sofrer um ataque cardíaco durante os incidentes em frente à legação diplomática, onde, segundo pôde constatar a Agência Efe, centenas de manifestantes continuam concentrados neste sábado em meio a um forte desdobramento de segurança, embora já não haja enfrentamentos.
Cerca de 20 militares, apoiados por quatro carros de combate, estão a postos na entrada do local, enquanto os manifestantes cantam palavras de ordem contra Israel.
A rua onde se encontra a embaixada, no lado oeste do Nilo, voltou a ser aberta ao trânsito, apesar de ainda ter sinais da batalha da noite de sexta-feira, onde pneus e carros foram incendiados.
Muitos manifestantes dormem nos portais dos edifícios adjacentes ao da legação. Um dos ali presentes, Ahmad Saber, explicou à Efe que voltou ao local porque não aceita a presença israelense no Egito.
“Queremos acabar com a relação entre os dois países, a saída do embaixador (israelense) foi um primeiro passo, mas não vamos parar até que se cortem as relações totalmente”, assinalou Saber.
De acordo com o manifestante, quem começou o choque na noite anterior foi as forças de segurança não foram eles, mas gente alheia ao protesto que chegou para provocar.
Enquanto isso, o primeiro-ministro egípcio, Essam Sharaf, presidiu neste sábado uma reunião do gabinete de crise para revisar a situação interna após os fatos na noite de sexta-feira e a saída do país do embaixador israelense, Yitzhak Levanon, revelou “Mena”.
A agência egípcia destacou que a reunião se centrou no episódio da embaixada israelense, a tentativa de invadirem a sede da Direção de Segurança de Giza, vizinha à legação diplomática, e “a agressão à sede do Ministério do Interior”.
Egito lutou contra Israel em quatro guerras – 1948, 1956, 1967 e 1973 -, que culminaram com um tratado de paz assinado em Washington em 26 de março de 1979 pelo então presidente egípcio, Anwar al Sadat, e o primeiro-ministro israelense, Menachem Begin, e o americano, Jimmy Carter.