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Mundo

Sobe para 2 número de mortos por ataque que Seul qualifica como "provocação"

Arquivo Geral

23/11/2010 10h30

Dois marines (fuzileiros navais) sul-coreanos morreram nesta terça-feira em decorrência do ataque norte-coreano com artilharia a uma ilha sul-coreana, qualificado pela Casa Presidencial da Coreia do Sul como uma “clara provocação militar”, informou a agência local “Yonhap”.

As autoridades sul-coreanas declararam que, caso ocorra outra provocação similar, haverá “uma dura represália” por parte de Seul.

Pelo menos dois marines sul-coreanos morreram no ataque, feito com 100 disparos de artilharia à ilha de Yeonpyeong, próxima à fronteira no Mar Amarelo, e 13 militares e quatro civis ficaram feridos.

O Exército da Coreia do Sul, que qualificou a ação de “deliberada”, está em alerta máximo e enviou caças de combate F-15 e F-16 à região, enquanto o presidente, Lee Myung-bak, pediu contenção para evitar uma escalada de hostilidade.

O ataque foi perpetrado às 14h34 do horário local (3h34 de Brasília) e foi respondido pelos sul-coreanos com mais de 80 projéteis, mas a troca de fogo já foi interrompida.

Dezenas de casas foram incendiadas e a ilha ficou sem eletricidade. As autoridades sul-coreanas pediram que os moradores deixem suas casas.

A Cruz Vermelha da Coreia do Sul cancelou a reunião que havia previsto para esta quinta-feira com os representantes norte-coreanos da organização para tratar dos futuros encontros entre famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-53).

Este foi um dos incidentes mais graves entre os Exércitos dos dois países desde o fim da guerra, quando foi feito um armistício que estabeleceu a separação da península em dois países.

A ilha atacada é habitada por cerca de 1.600 pessoas, mas não há informações sobre vítimas entre a população civil.

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