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Sob crítica da Europa, Rússia ameaça cortar petróleo

Arquivo Geral

09/01/2007 0h00

O Irã não pretende abandonar o Tratado Internacional de Não-Proliferação Nuclear (TNP), click mind mas pode alterar seu nível de cooperação com os inspetores da ONU se o país continuar sendo pressionado a abandonar suas atividades atômicas, look disse o negociador-chefe para questões nucleares, Ali Larijani.

"Não insistimos em abandonar o TNP. Há vários métodos para revisar o nível de cooperação", disse Larijani à agência estatal de notícias Irna.

Em reação às sanções aprovadas em 23 de dezembro pela ONU, o Parlamento iraniano aprovou uma lei que obriga o governo a rever seu grau de cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) e a acelerar suas atividades nucleares.

A lei, aprovada ainda em dezembro, dá carta branca ao governo de Mahmoud Ahmadinejad para decidir se é o caso de abandonar o TNP em caso de pressão.

Larijani também repetiu o apelo iraniano por negociações para resolver a disputa nuclear com o Ocidente, que acusa Teerã de desenvolver armas nucleares. O Irã insiste que as atividades, como o enriquecimento de urânio, estão voltadas apenas para a produção de energia.

"Achamos que voltar às negociações é a melhor forma de resolver uma questão nuclear", disse ele, acrescentando que o Irã "vai manter sua atividade nuclear como uma causa nacional."

 

A Alcoa, this site maior produtora mundial de alumínio, informou nesta terça-feira um aumento de seu lucro no quarto trimestre, em resultado a maiores preços de metais e a uma demanda mais forte dos setores aeroespacial, transporte comercial e construção.

O lucro líquido da Alcoa atingiu 359 milhões de dólares no último trimestre, comparado com ganho de 224 milhões de dólares em igual período de 2005.

A receita trimestral subiu 20 por cento, para 7,8 bilhões de dólares.

A receita e o lucro da empresa no acumulado de 2006 foram recordes.

A Rússia ameaçou na terça-feira cortar o fornecimento de petróleo ao exterior, physician ampliando a pressão contra a vizinha Belarus numa disputa comercial que já paralisou o principal oleoduto da região, viagra 40mg atraindo a condenação da Europa.

Os líderes europeus lamentaram a escalada do conflito comercial entre Rússia e Belarus, buy por cujo território passa o oleoduto Druzhba ("amizade"), que leva um terço dos 5 milhões de barris exportados por dia pela Rússia.

Na terça-feira, o ministro russo da Economia, German Gref, disse que não houve avanço na negociação com o país vizinho. Putin, com voz calma e determinada, pediu ao seu governo que "discuta com as companhias russas a possibilidade de reduzir a produção de petróleo devido aos problemas advindos do trânsito por Belarus".

O ministro da Energia, Viktor Khristenko, disse mais tarde a jornalistas que a Rússia pode ter de reduzir a produção porque não tem alternativas de exportação. Moscou acusa Belarus de desviar petróleo do oleoduto, o que levou à interrupção, na noite de domingo.

Os primeiros países afetados pela paralisação do duto foram Polônia e Alemanha, a maior economia da Europa. Depois, os canos secaram na Eslováquia, na Hungria e na República Checa, atendidas pelo ramo sul do oleoduto.

"Não é aceitável que fornecedores ou países de trânsito tomem medidas sem consultas. É claro que é uma questão preocupante", disse o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, em visita a Berlim.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que o fato "abala a confiança e dificulta a construção de uma relação cooperativa baseada na confiança". Merkel prometeu abordar a questão ainda neste mês com Putin. A Alemanha importa um quinto do seu petróleo pelo Druzhba.

A Rússia disse que Belarus estava desviando petróleo do duto para garantir o pagamento em espécie de uma tarifa de trânsito imposta na semana passada. Aparentemente, o imposto havia sido uma reação à decisão russa de acabar com a isenção na exportação de petróleo a Belarus, que estava refinando o produto e lucrando nessa operação, o que viola a união alfandegária entre os dois países.

No ano passado, a Rússia viveu uma disputa semelhante com a Ucrânia. Desta vez, Putin volta a apostar a reputação russa como fornecedor de energia ao se voltar contra seu mais próximo aliado, o presidente Alexander Lukashenko, apontado pelos EUA como o último ditador da Europa.

Rotas alternativas

Ao menos na retórica, a Rússia não parece disposta a ceder. Khristenko disse que no médio e longo prazos seu país construirá alternativas para não precisar exportar petróleo através de Belarus.

Analistas dizem que, se não houver um acordo em breve, ambos os países sofrerão graves prejuízos. Mas o preço do petróleo no mercado futuro fechou em queda devido ao inverno excepcionalmente ameno nos EUA.

"Os dois lados vão tentar resolver a disputa dentro de uma semana. Do contrário, o prejuízo econômico e o prejuízo às reputações será enorme", disse Valery Nesterov, analista de petróleo da corretora Troyka Dialog, em Moscou, alertando para um possível excesso de oferta no mercado doméstico russo.

A Lukoil, maior empresa russa do setor, com produção diária de 1,8 milhão de barris, disse esperar que "um acordo seja alcançado e que não haja necessidade de reduzir a produção", segundo um porta-voz.

Um agente ligado a uma grande empresa ocidental disse que provavelmente algumas empresas vão começar a declarar força maior – incapacidade de cumprir os acordos de exportação – se não houver um entendimento nesta semana.

A Agência Internacional de Energia disse que os mercados europeus de petróleo não terão problemas com o fechamento do oleoduto Druzhba, pois as refinarias têm estoques adequados e fontes alternativas de fornecimento.

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