< !--StartFragment -- >O chefe do Exército do Líbano, find general Michel Sleiman, cialis 40mg candidato de consenso à Presidência do país, se disse hoje “farto” das disputas políticas em torno de sua candidatura, e deu a entender que só continuará como candidato por mais cinco meses.
Em uma entrevista ao jornal “As-Safir”, o general disse que abandonará seu cargo de presidente do Conselho Militar (Estado-Maior) em 21 de agosto, data em que – embora não diga expressamente – deu a entender que renunciará a suas aspirações presidenciais.
A Presidência do Líbano está vaga desde 24 de novembro, já que o Parlamento fracassou em 17 tentativas de escolher um sucessor para Émile Lahoud, devido às divergências entre oposição e maioria sobre vários detalhes relativos à nomeação e a outros de altas instituições.
“Sempre disse que estou disposto a fazer qualquer coisa para fortalecer a união nacional, mesmo que não me beneficie, nem ao Exército”, disse Sleiman.
“Aceitei e até aceito ser candidato consensual para servir melhor a meu país e defender os interesses de todos, mas ao fim de meu mandato na liderança da instituição militar nomearei outro candidato, caso os políticos assim o decidam. Não serei um obstáculo”, repetiu.
Sleiman afirma que alguns diplomatas árabes e estrangeiros o pressionaram para que permaneça na liderança da instituição militar depois de 21 de agosto, por medo de que ocorra um vazio institucional também no Exército, mas afirmou que deu a eles “a mesma resposta”.
Voltando ao problema de sua candidatura e “das condições impostas por uns e outros”, disse que isto está abalando sua dignidade.
Questionado sobre alguns pedidos de certas personalidades para que lidere um golpe de Estado não-violento, que seria justificado pelo fato de ter sido designado como candidato de consenso, Sleiman disse que “o Líbano não permite esse tipo de atitude”.
“O Líbano não é um país de golpes de Estado nem de revoluções, mas de compromissos e de acordos para preservar a união nacional e a convivência em comum, assim como as relações de amizade com os Estados árabes, especialmente a Síria”, afirmou.