A fonte, cuja identidade não foi revelada pela agência, negou também “categoricamente” as acusações de Washington de que a Síria pretende desenvolver um programa de energia nuclear com fins militares.
“A Síria rejeita categoricamente as alegações americanas e ressalta que a campanha instigada pela Administração americana tem como principal objetivo confundir o Congresso americano e a opinião pública mundial para justificar o ataque israelense contra a Síria em 6 de setembro, no qual parece que sua Administração participou”, disse a fonte.
Estas declarações fazem referência a uma série de provas apresentadas ontem pela CIA no Congresso dos EUA, entre elas um vídeo, que, segundo Washington, mostra que a Síria estava construindo com a ajuda da Coréia do Norte um reator nuclear que tinha fins militares.
O responsável citado pela agência manifestou seu espanto pela “campanha de difamação lançada pela Administração americana contra a Síria sobre as supostas atividades nucleares” desse último país.
Além disso, comentou que este passo dado por Washington se inscreve dentro das negociações que mantém com a Coréia do Norte sobre a questão nuclear.
Por último, a fonte pediu aos EUA que atuem de maneira responsável e que pare de “criar mais crise no Oriente Médio, que ainda sofre as conseqüências do fracasso das políticas americanas”.
O embaixador sírio em Washington, Imad Mustafa, já havia rejeitado ontem energicamente as acusações, e afirmou que, “se mostram um vídeo, lembrem que os EUA foram ao Conselho de Segurança da ONU (em fevereiro de 2003) e expuseram provas e imagens de armas de destruição em massa no Iraque”.
“Espero que o povo americano não seja tão crédulo desta vez”, disse.