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Mundo

Síria e Israel criarão célula conjunta sob controle dos EUA para reduzir tensões

Mecanismo prevê troca de informações, desescalada militar e coordenação diplomática após negociações em Paris

Redação Jornal de Brasília

06/01/2026 18h12

Foto: Jalaa MAREY / AFP

Foto: Jalaa MAREY / AFP

O novo governo da Síria e Israel criarão um grupo conjunto, sob supervisão dos Estados Unidos, para compartilhar inteligência e buscar a desescalada militar no terreno, informou um comunicado conjunto dos três países.

Síria e Israel estão comprometidos em “alcançar acordos de segurança e estabilidade duradouros para ambos os países”, assegurou o comunicado emitido pelo Departamento de Estado após conversações em Paris.

“As duas partes decidiram colocar em funcionamento um mecanismo conjunto de fusão — uma célula de comunicação — para facilitar a coordenação imediata e contínua de seu intercâmbio de informações, da desescalada militar, do engajamento diplomático e das oportunidades comerciais, sob a supervisão dos Estados Unidos”, detalhou o texto.

“Esse mecanismo servirá como plataforma para resolver rapidamente qualquer disputa e trabalhar para prevenir mal-entendidos”, acrescenta o comunicado.

O chefe da diplomacia síria, Asaad al Shaibani, participou dessas negociações com Israel, realizadas em Paris sob os auspícios dos Estados Unidos.

Essas conversações, as primeiras desde setembro, tinham como objetivo alcançar um acordo de segurança entre esses dois países vizinhos, que tecnicamente estão em guerra.

Desde a queda, há um ano, de Bashar al Assad e a tomada do poder por uma coalizão islamista, Israel realizou centenas de bombardeios e efetuou incursões na Síria.

As novas autoridades islamistas que assumiram o poder após a queda de Assad, em dezembro de 2024, haviam iniciado contatos de alto nível com Israel sob os auspícios dos Estados Unidos para alcançar um acordo de segurança.

A última reunião ocorreu em setembro, e as negociações esbarravam na insistência de Israel em exigir uma zona desmilitarizada no sul da Síria.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exige a desmilitarização de toda a parte do território sírio que vai do sul de Damasco até a linha de demarcação de 1974, instituída após a guerra árabe-israelense de 1973.

Israel realizou, ao longo do último ano, centenas de bombardeios, efetuou incursões na Síria e deslocou tropas para a zona desmilitarizada na região das Colinas de Golã, além da linha de demarcação entre a parte desse território sírio que anexou e o restante do país.

AFP

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