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Mundo

Síria diz que deixará de cooperar com a França na crise no Líbano

Arquivo Geral

02/01/2008 0h00

Atualizada às 10h07

O ministro de Assuntos Exteriores sírio, visit this site Walid al-Moualem, anunciou hoje, em entrevista coletiva em Damasco, que seu país deixará de cooperar com a França em resolver a crise presidencial libanesa.

Desta forma, Moualem respondia à advertência lançada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, na semana passada no Egito, quando ameaçou romper relações com a Síria se este país não usasse sua influência para que o Líbano eleja um presidente.

Moualem negou que seu país esteja obstruindo a eleição de um novo presidente no Líbano exercendo pressão sobre as facções pró-Síria.

“A Síria sabe muito bem que nenhum partido (libanês) aceitaria nenhuma pressão para aceitar uma solução determinada, porque os partidos libaneses sabem como conseguir a coexistência”, disse o ministro de Exteriores sírio.

Em 30 de dezembro, Sarkozy disse que a França romperia os contatos com a Síria, se não recebesse provas de que o regime de Damasco estava contribuído para a realização da eleição presidencial libanesa.

O Líbano vive um vazio presidencial desde 24 de novembro, já que o Parlamento do país não conseguiu ainda escolher um presidente devido às diferenças entre a maioria anti-Síria e a oposição pró-Síria, liderada pelo Hisbolá.

O regime de Damasco teria grande influência sobre Hisbolá, mas não está claro qual o nível de autonomia do movimento xiita ou seu grau de dependência de outra parte, o regime iraniano.

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