Para o presidente da SIP, Enrique Santos Calderón, do jornal colombiano “El Tiempo”, apesar das esperanças de uma negociação para sair da crise política, “não pode haver um verdadeiro diálogo a favor da democracia” sem a “necessária liberdade de imprensa e de expressão como valores indispensáveis”.
Em 28 de setembro, a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) de Honduras “fechou” o “Canal 36” e a rádio “Globo”, que operam em Tegucigalpa, e a repetidora “La Catracha”, ao “aplicar um decreto do Governo de Roberto Micheletti que suspendeu as garantias constitucionais”, diz a SIP.
Esses veículos estão identificados com Manuel Zelaya, presidente deposto após o golpe de Estado de 28 de junho, acrescentou a organização em comunicado.
O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Robert Rivard, do jornal americano San Antonio Express-News, reafirmou o pedido de restituição dos direitos a esses veículos.
“A liberdade de expressar e divulgar opiniões díspares, de criticar ou favorecer determinados conceitos ou posições, é um direito fundamental de todos os seres humanos”, afirmou Rivard.
O decreto que restringia os direitos e garantias cidadãs por 45 dias em Honduras foi suspenso na terça-feira passada como medida inerente ao diálogo político que começou nesta semana em Tegucigalpa.
“No entanto, o Governo disse que os veículos de imprensa fechados deveriam recorrer à Justiça para invalidar a medida da Conatel, algo que a Promotoria de Direitos Humanos de Honduras vem pedindo desde ontem”, diz a SIP.