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Sindicatos continuarão considerando o Estreito de Ormuz como zona de guerra

Redação Jornal de Brasília

01/07/2026 9h11

estreito de ormuz

Estreito de Hormuz. Foto: iStock

Os sindicatos e os empregadores do setor marítimo continuarão a considerar o Estreito de Ormuz como zona de guerra, classificação que mantém o pagamento de salário em dobro para os marinheiros que aceitarem navegar por essa área, segundo um comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira (1º).

Os marinheiros incluídos no acordo coletivo e que trabalhem em navios que operem nessas zonas têm o direito de se recusar a navegar por elas e de solicitar sua repatriação às custas do armador.

“Esta decisão reconhece o risco persistente e significativo para a vida humana, bem como a rápida evolução da situação na região”, afirma o comunicado da Federação Internacional dos Trabalhadores do Transporte (ITF, na sigla em inglês) e do Joint Negotiating Group (JNG), que representa os empregadores da indústria do transporte marítimo.

A decisão se mantém apesar de uma frágil trégua entre Estados Unidos e Irã, durante a qual, no entanto, dois navios foram atacados.

Esse status, vigente pelo menos até 9 de julho, aplica-se apenas aos navios pertencentes a empresas signatárias dos acordos coletivos do International Bargaining Forum (IBF), que representam cerca de 15.000 embarcações em todo o mundo, segundo o IBF.

O Estreito de Ormuz foi classificado pela primeira vez como zona de operações de guerra pelo IBF em 5 de março, quatro dias após o primeiro ataque contra navios que tentavam atravessá-lo.

Os navios mercantes foram gravemente afetados pelo conflito no Oriente Médio desde 1º de março, quando o Irã fechou essa passagem estratégica em represália a ataques americanos e israelenses.

Pelo menos 14 marinheiros morreram e mais de 40 navios foram atacados desde o início do conflito.

Os ataques mais recentes ocorreram em 25 e 27 de junho, o que levou a Organização Marítima Internacional (OMI) a suspender um plano, de curta duração, destinado a evacuar os 11.000 marinheiros presos no Golfo.

AFP

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