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Sindicato responsável pelos protestos propõe 3 medidas urgentes ao Governo

Arquivo Geral

10/02/2011 11h48

A União Geral dos Trabalhadores Tunisianos (UGTT), o sindicato que desempenhou um papel fundamental na organização da revolta social do país, propôs ao Governo de transição três medidas urgentes para normalizar a situação do país, informou nesta quinta-feira à EFE seu porta-voz, Abidi Briki.

Desde a queda do regime do presidente deposto Ben Ali, dezenas de greves e protestos trabalhistas atingem todos os setores do país, incluindo os ministérios e as empresas públicas, o que gerou uma considerável tensão social e a paralisação administrativa e econômica.

Briki explicou que “o mais urgente é acalmar os trabalhadores das empresas públicas e privadas atendendo suas reivindicações relativas ao caráter de seus contratos e a um aumento salarial”.

A segunda medida proposta pelo sindicato é a de iniciar um diálogo social com a participação de todos os setores da sociedade e a terceira é a criação de uma caixa ou fundo econômico para ajudar os tunisianos desempregados.

O porta-voz sindical considerou que após as declarações da noite desta quinta-feira na televisão estatal do presidente interino, Fouad Mebazaa, “a conclusão de um acordo pode chegar a qualquer momento”.

Mebazaa anunciou “a abertura de negociações sociais em breve” em seu primeiro discurso televisado desde que chegou ao poder um dia depois da fuga de Ben Ali, em 14 de janeiro.

“As negociações sociais são a melhor forma de diálogo para solucionar a situação de todas as categorias e em todos os setores”, disse o presidente, quem apelou para a “compreensão da difícil situação que atravessa o país” e pediu “paciência” aos tunisianos.

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