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Sindicato pára trens na Alemanha e ameaça fazer greve sem prazo para terminar

Arquivo Geral

15/11/2007 0h00

Os maquinistas que aderiram à greve da rede de transporte ferroviário alemã Deutsche Bahn interromperam parcialmente as atividades do setor nesta quinta-feira e fizeram ameaças de uma paralisação sem prazo para terminar. Esta é a greve mais longa enfrentada pela empresa até agora.

A paralisação afeta o transporte ferroviário principalmente no leste da Alemanha, buy onde apenas cerca de 15% dos trens de passageiros estão em funcionamento, doctor já que nesta região há mais maquinistas filiados ao Sindicato de Maquinistas Alemães (GDL), treat organismo que promove a greve.

A situação em alguns Estados federados do oeste do país está melhor, com a circulação de entre 50% e 80% dos trens de passageiros, dependendo da região.

A Deutsche Bahn iniciou um plano com trens alternativos e com quase 500 ônibus para cobrir parte do serviço ferroviário de passageiros, mas a greve causou cancelamentos e atrasos em muitas conexões de subúrbios e de longa distância, assim como nas linhas de metrô. Além disso, engarrafamentos se formaram nos acessos às grandes cidades porque muitas pessoas optaram por utilizar o automóvel para ir trabalhar.

Quanto ao transporte de mercadorias, a Deutsche Bahn informou que 40% dos trens estão parados e que a situação é “cada vez mais crítica”.

A greve causou problemas para alguns fabricantes alemães de carros, como a Audi, que paralisou até a segunda-feira sua montadora em Bruxelas por causa do atraso dos trens com carrocerias que vinham de Bratislava, capital da Eslováquia.

A BMW também teve problemas para dar vazão aos veículos produzidos em Leipzig (leste alemão) e se viu obrigada a transportá-los por via rodoviária.

Os maquinistas da Deutsche Bahn iniciaram nesta quarta-feira uma greve no transporte de mercadorias por trem e outra nesta quinta nos trens suburbanos, regionais e de longa distância de passageiros.

A ação de protesto termina na sexta, às 23h de Brasília, tanto no transporte de mercadorias como no de passageiros. O vice-presidente da GDL, Claus Weselsky, fez ameaças de começar no início da semana que vem uma greve sem data para terminar caso a direção da Deutsche Bahn não apresente uma nova proposta. Para ele, “o acordo começa com outra oferta, já que um simples aumento do horário de trabalho não vai acontecer conosco”.

A organização sindical informou que mais de três mil maquinistas apoiavam a greve na manhã desta quinta, enquanto que a empresa não divulgou seus números sobre a participação na paralisação.

O conselho de vigilância da companhia disse em comunicado que respalda “a posição da direção da empresa de não aceitar as exigências do GDL de romper a unidade do convênio coletivo, inclusive quando este (o grupo sindical) convocar greves constantemente”.

Além disso, a direção da Deutsche Bahn apresentou um processo de US$ 7,3 milhões contra o sindicato pelos danos causados, segundo a imprensa alemã.

O GDL quer um convênio coletivo exclusivo para maquinistas, bilheteiros e pessoal de serviço que inclua um considerável aumento salarial e a redução da jornada semanal de trabalho em uma hora, até as 40 horas.

A Deutsche Bahn oferece aos maquinistas um aumento salarial de até 10% a partir de 2008, caso aceitem aumentar sua semana de trabalho em duas horas, e um bônus de 2 mil euros antes do Natal, o qual inclui o pagamento de 1.400 euros por 104 horas-extras trabalhadas este ano.

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