O evento reunirá em São Paulo 150 delegados de mais de 200 organizações sindicais do Brasil, Argentina, Chile, México, Venezuela e outros países da América Latina.
O encontro foi inaugurado pelo secretário-geral das Relações Exteriores brasileiro, Samuel Pinheiro Guimarães, e pelo cônsul-geral de Cuba no Brasil, Carlos Trejo, entre outras autoridades.
Em declarações à Agência Efe, Guimarães considerou o ato “muito importante, devido à quantidade de centrais de trabalhadores que reúne” e porque “permite um melhor ajuste entre os diferentes movimentos operários de diferentes países”.
“Não há necessidade que saiam resultados concretos, mas um entendimento maior e, eventualmente, programas de cooperação e informação”, acrescentou.
Os sindicalistas analisarão três fatos fundamentais: a crise do capitalismo e a unidade da classe trabalhadora, a integração do movimento sindical e dos trabalhadores do continente, e ações e desafios do movimento sindical.
A integração do movimento sindical na região será debatida amanhã pelo sociólogo brasileiro Emir Sader, em representação do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), e pela cubana Lourdes Regueiro, do Centro de Estudos da América.
Também na quarta-feira, o argentino Julio Gambina, do Clacso; o brasileiro Marcio Pochmann, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea); e Martha Martínez, da Federação Sindical Mundial (FSM), debaterão sobre a crise.
Os novos desafios do sindicalismo serão abordados na quinta-feira como uma “resposta dos trabalhadores às ações antidemocráticas no continente” e em “apoio aos movimentos de solidariedade e às mudanças políticas e sociais”.
A edição de São Paulo é a segunda do Encontro Sindical Nossa América, após a realizada em Quito, em maio de 2008.