Menu
Mundo

Sheinbaum acusa especialistas em Direitos Humanos da ONU de ‘criticar’ México sem fundamento

Claudia Sheinbaum acusa especialistas de viés e rejeita envio do caso à Assembleia Geral

Redação Jornal de Brasília

07/04/2026 14h45

Foto: Alfredo Estrella / AFP

Foto: Alfredo Estrella / AFP

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, acusou nesta terça-feira (7) um grupo de especialistas da ONU de “criticar” sem fundamento seu governo após um duro relatório sobre os desaparecimentos forçados.

O informe foi apresentado na semana passada, solicitando “prevenir, investigar, punir e erradicar esse crime” que abala há anos a sociedade mexicana.

A chancelaria do México o qualificou na quinta-feira como “tendencioso” por não considerar as medidas implementadas nos últimos anos pelo atual governo.

Sheinbaum, visivelmente irritada, foi mais longe nesta terça: “É evidente que [o relatório] tem outra orientação, que é criticar o governo do México, essencialmente, e levar uma posição à Assembleia Geral das Nações Unidas que nós consideramos que, dado que estamos tratando do tema, não tem cabimento”.

A presidente já havia assinalado na segunda-feira que os especialistas analisaram casos de 2009 a 2017 e ignoraram as ações dos governos de esquerda, no poder desde 2018 com seu antecessor e correligionário Andrés Manuel López Obrador, “para erradicar esse terrível crime”.

Sheinbaum reiterou sua rejeição ao caso ser levado ao plenário das Nações Unidas, apontando que seu Executivo já está atuando.

“A maneira como estruturam o informe tem muitas fragilidades”, acrescentou, e ressaltou que esse grupo de especialistas não faz parte institucional da ONU.

O texto aponta “indícios fundados de que no México foram cometidos e seguem sendo cometidos desaparecimentos forçados como crimes contra a humanidade”. Porém, de acordo com Sheinbaum, não há “um ataque sistemático contra a população” e os desaparecimentos estão mais relacionados ao crime organizado.

O governo mexicano apresentou dias atrás um relatório sobre as mais de 130 mil pessoas registradas como desaparecidas em meio à violência ligada ao narcotráfico que atinge o país há duas décadas. O documento solicita à Assembleia Geral que conceda ao México assistência técnica e financeira.

Questionada sobre o assunto, a presidente limitou-se a dizer que seu governo está em contato permanente com o escritório no México do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

AFP

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado