Em entrevista coletiva em Lahore, Sharif disse que participará da eleição porque este foi um pedido do novo líder do Partido Popular do Paquistão (PPP), Asif Ali Zardari, viúvo de Bhutto.
Após destacar que a PML-N e o restante da oposição estão prontos para a votação do dia 8, ele se perguntou que razão poderia haver para adiar as eleições, possibilidade que está sendo analisada pela Comissão Eleitoral.
Ao mesmo tempo, ele reiterou sua postura de que, sob o comando do presidente Pervez Musharraf, não são possíveis eleições livres e justas, por isso voltou a exigir a renúncia do chefe de Estado.
Segundo Sharif, Musharraf esteve “brincando com a democracia durante oito anos”. Ele acrescentou que “a ditadura sempre prejudicou o país”.
O ex-primeiro-ministro responsabilizou Musharraf pela morte de Bhutto em um atentado na quinta-feira e denunciou que não se está garantindo a devida proteção aos líderes políticos durante a campanha eleitoral.
Sharif uniu-se às suspeitas expressadas pelo PPP sobre a investigação do atentado. O Governo acusou um líder tribal paquistanês supostamente ligado à Al Qaeda do ataque, mas o ex-premier acredita que é muito cedo para acusar alguém do crime.
Musharraf já aceitou uma possível ajuda internacional na investigação, depois que o PPP informou no domingo que pedirá auxílio à ONU.
O líder da PML-N afirmou que a Liga Muçulmana do Paquistão-Q (PML-Q), de Musharraf, está perdendo partidários que estão se unindo a sua legenda, uma cisão do partido no governo.