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Seul permitirá "deserção" dos 31 norte-coreanos que desembarcaram no país

Arquivo Geral

09/02/2011 9h46

A Coreia do Sul informou nesta quarta-feira que respeitará a vontade de “desertar” ou não dos 31 norte-coreanos que desembarcaram no último fim de semana na ilha sul-coreana de Yeonpyeong, depois de Pyongyang ter exigido na terça-feira sua rápida repatriação.

Os 20 homens e 11 mulheres que no sábado cruzaram em um barco a linha fronteiriça que separa as duas Coreias no Mar Amarelo (Mar Ocidental) “serão interrogados e tratados de acordo com sua livre vontade”, disse a porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, Lee Jong-joo.

Fontes militares sul-coreanas indicaram que, por enquanto, os norte-coreanos não pediram para ser amparados na Coreia do Sul, pelo que não se descarta que foram parar na Coreia do Sul após a embarcação ter perdido o rumo.

A Coreia do Norte pediu nesta terça-feira, através de sua Cruz Vermelha, que seus cidadãos sejam repatriados o mais rápido possível.

O acontece em momento delicado, já que militares das duas Coreias mantiveram dois dias de reuniões, entre terça e quarta-feira, para tentar organizar um encontro de alto nível que permita reduzir a tensão na zona após a troca de tiros de artilharia na região de Yeonpyeong em 23 de novembro, quando quatro sul-coreanos morreram.

Os 31 norte-coreanos fazem parte de um grupo de trabalho e entre eles não há crianças nem famílias, segundo informou na segunda-feira a Junta de Estado-Maior sul-coreano.

O pequeno barco de madeira teria partido do porto de Nampo, no litoral oeste da Coreia do Norte e a cerca de 60 quilômetros ao sul de Pyongyang, e pode ter perdido o rumo devido ao nevoeiro.

Mais de 20 mil norte-coreanos desertaram à Coreia do Sul desde 1953, quando um armistício pôs fim a três anos de sangrento enfrentamento armado.

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