O setor serviços nos Estados Unidos cresceu em setembro pela primeira vez em 12 meses, um sinal de que a mais importante área da economia deixa para trás um ano de contração, informou hoje o Instituto para a Gestão de Provisões (ISM, na sigla em inglês).
Elaborado mensalmente, o índice observa a evolução do setor. Em setembro, os 50 pontos que separam a contração do crescimento econômico foram ultrapassados.
O índice passou de 48,4 pontos em agosto para 50,9 em setembro, um dado surpreendente até mesmo para os analistas e confirma a tendência de que a economia americana suavemente está saindo da recessão imersa há mais de um ano e meio.
A ascensão do índice do setor de serviços que reúne 76% da atividade econômica americana começou a se recuperar em novembro, depois de registrar o mínimo de 37,4 pontos, e agora atinge o nível mais elevado desde maio de 2008.
Quase todos os subíndices registraram aumentos: o que mede a produção das empresas do setor passou de 51,3 pontos em agosto para 55,1 em setembro (o segundo avanço mensal consecutivo) e o dos novos pedidos de 49,9 para 54,2 pontos.
O subíndice das contratações aumentou de 43,5 a 44,3 pontos, uma pequena recuperação, apesar do indicador ainda estar abaixo dos 50 pontos, ou seja, o corte de vagas persiste.
A exceção entre as altas generalizadas foi o subíndice da evolução dos preços no setor de serviços, com uma redução de 63,1 para 48,8 pontos. Para o presidente do comitê do ISM encarregado de realizar a pesquisa mensal, Anthony Nieves, o fato significa um retrocesso.
Na semana passada o ISM divulgou os dados do setor manufatureiro, que registrou um crescimento pelo segundo mês consecutivo.