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Sete bebês morrem por infecção hospitalar em centro médico romeno

Unidade de cuidados intensivos em Iasi funcionava sem protocolos básicos de higiene e com licença concedida de forma irregular, segundo inspeção oficial

Redação Jornal de Brasília

02/10/2025 13h47

Foto: Reprodução/Pxhere

Foto: Reprodução/Pxhere

O ministro romeno da Saúde, Alexandru Rogobete, denunciou nesta quinta-feira (2) “graves deficiências” em um centro médico de Iasi (nordeste) onde sete bebês morreram nas últimas semanas após contraírem uma infecção hospitalar.

Os sete bebês, todos menores de um ano, haviam sido internados neste hospital em cuidados intensivos por patologias preexistentes e contraíram lá a bactéria Serratia.

“Entra-se na unidade de cuidados intensivos como em uma estação de trem. Não há controle dos pacientes nem dos familiares, não há áreas específicas para a desinfecção das mãos nem espaços onde os visitantes possam se equipar com proteções”, lamentou durante uma entrevista coletiva, anunciando que o caso seria encaminhado à Justiça.

A inspeção revelou “graves deficiências na aplicação dos protocolos, e até mesmo uma total ausência de protocolos destinados a limitar a propagação de infecções relacionadas à atividade médica”, acrescentou.

A licença de funcionamento da unidade de cuidados intensivos foi concedida de maneira ilegal, já que sequer dispõe de lavatórios com água quente e fria, como exige a lei, para desinfecção e lavagem das mãos do pessoal médico.

Na semana passada, o presidente Nicusor Dan havia afirmado que as infecções hospitalares e as infraestruturas sanitárias obsoletas colocam em risco a vida dos pacientes.

© Agence France-Presse

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