Os serviços secretos russos abriram hoje um novo capítulo na “guerra de espiões” contra o Reino Unido, diagnosis ao anunciar uma investigação da espionagem britânica, viagra 40mg já que esta teria recrutado um cidadão russo.
O Serviço Federal de Segurança (FSB, for sale ex-KGB) afirmou que está abrindo um processo por “espionagem”, devido à denúncia de Viacheslav Zharko, que disse ter sido recrutado pelos serviços de espionagem britânicos para obter informação política e econômica secreta sobre a Rússia.
“Durante uma verificação realizada, foram obtidas informações suficientes de que, entre 2003 e 2007, funcionários dos serviços de inteligência do Reino Unido recrutaram Zharko e o utilizaram como agente para executar atos de espionagem em prejuízo da segurança externa da Rússia”, informou o FSB, em comunicado.
Zharko se apresentou à agência russa na semana passada e disse ter sido recrutado pelos britânicos. Estes teriam tido, ainda, a ajuda direta do magnata russo exilado no Reino Unido, Boris Berezovski, e do ex-agente russo Alexandr Litvinenko, assassinado em Londres, em novembro, com uma alta dose de polônio-210.
Viacheslav Zharko, ex-oficial da Polícia Fiscal, disse que decidiu denunciar o caso porque temia por sua vida, depois que o ex-agente e empresário russo Andrei Lugovoi, acusado por Londres pelo assassinato de Litvinenko, denunciou que o MI6 (serviço secreto britânico) tinha tentado recrutá-lo com a ajuda de Berezovski.
Litvinenko responsabilizou o Kremlin por sua morte, em uma carta póstuma. Também acusou os serviços secretos russos de causar uma série de explosões em edifícios de Moscou, em 1999, para ajudar o atual presidente, Vladimir Putin, a chegar ao poder.
O Kremlin e a Promotoria russa tentam provar o envolvimento de Berezovski no assassinato de Litvinenko. Moscou pede que Londres entregue o magnata, mas se recusou a extraditar Lugovoi, como reivindicou o Reino Unido.
Lugovoi acusou o MI6 de tentar recrutá-lo com o apoio de Berezovski para obter informação comprometedora contra Putin e seu círculo de poder. Por isso, o FSB deixou aberta a possibilidade de acusar o magnata de espionagem.
Zharko acusou Berezovski de ter financiado a Revolução Laranja na Ucrânia, em 2004, e afirmou que Litvinenko cooperou com supostos terroristas islâmicos do Cáucaso russo.
Em declarações na semana passada, ele disse que Litvnenko pode ter obtido sozinho o polônio que o matou, e que seu objetivo seria assassinar o presidente russo com a substância.
Em entrevista publicada hoje pelo jornal “Komsomolskaya Pravda”, Zharko afirmou que Litvinenko pode ter conseguido contrabandear o material radioativo com a ajuda do político checheno exilado em Londres Ahmed Zakayev, cuja extradição também é exigida por Moscou.
Em sua campanha contra Berezovski, o FSB também apresentou contra ele, na segunda-feira, uma acusação formal de “conspiração para derrubar o poder” na Rússia. A medida foi motivada por uma entrevista na qual ele admitia estar planejando um complô para atingir o presidente russo.
Na quinta-feira, a Justiça britânica descartou a hipótese de processar Berezovski por causa das declarações, concluindo que estas apenas continham um convite à “desobediência civil”. A declaração motivou um forte protesto da Promotoria russa, na sexta-feira.
Além disso, esta semana, um tribunal de Moscou abriu um processo à revelia contra Berezovski, por fraude de € 2 milhões nos fundos da companhia aérea russa Aeroflot, da qual o magnata já foi proprietário. Esta é uma das quatro acusações contra ele devido a supostos crimes financeiros.
Berezovski, cuja extradição é solicitada pela Rússia desde 2003, foi um dos empresários e políticos mais influentes na época do presidente russo Boris Yeltsin.
O milionário contribuiu também para a chegada de Putin ao poder. Depois, porém, acabou se transformando em grande inimigo do presidente russo e teve que fugir do país. Em 2003, Berezovski recebeu asilo político no Reino Unido.