“Nosso parecer foi muito bem elaborado, em mais de 300 páginas. Participaram de sua preparação alguns dos especialistas jurídicos mais eminentes do mundo”, afirmou ao jornal o ministro de Relações Exteriores sérvio, Vuk Jeremic.
Belgrado considera Kosovo como sua província e parte inalienável de seu território e vê sua independência, proclamada em fevereiro de 2008, como uma violação do direito internacional.
Por isso, recorreu à CIJ para que esta instituição da ONU dê seu parecer ao respeito.
As autoridades sérvias consideram que uma opinião da corte a seu favor, embora não tivesse caráter vinculativo, demoveria outros países de reconhecer a independência do Kosovo e abriria a possibilidade de novas negociações sobre o status desse território.
A independência do Kosovo foi reconhecida até agora por 56 países, entre eles os Estados Unidos e 22 membros da União Europeia (UE), embora não por países emergentes como Brasil, Rússia, China e Índia.
Entre os países da UE, o Kosovo não conta com o reconhecimento de Espanha, Grécia, Chipre, Romênia e Eslováquia.
Segundo Jeremic, a Sérvia “dedicou muita energia” para que outros países que não reconheceram essa independência também apresentem suas argumentações à CIJ antes de sexta-feira, 17 de abril, data fixada pela corte.
“Estou convencido de que alguns países muito influentes no mundo estarão do lado da Sérvia”, declarou o ministro.