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Mundo

Senadora colombiana garante que Farc libertariam reféns este ano

Arquivo Geral

28/11/2007 0h00

A senadora colombiana Piedad Córdoba, sale que atuava como “facilitadora” na busca de um acordo humanitário entre o Governo de seu país e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pill afirmou hoje que alguns reféns em poder dos rebeldes seriam libertados ainda este ano se a mediação do presidente venezuelano, troche Hugo Chávez, tivesse continuado.

Córdoba atuava ao lado de Chávez como negociadora até o dia 21 de novembro, quando o presidente colombiano, Álvaro Uribe, deu por encerrada a mediação. Ela falou durante uma sessão plenária do Senado colombiano sobre a sua atuação no processo fracassado.

“No momento do fim da facilitação o acordo humanitário era irreversível, estava muito avançado e também havia uma janela para falar de paz”, ressaltou Córdoba.

A legisladora negou ter debatido “um Governo de transição” com o guerrilheiro colombiano Simón Trinidad, extraditado aos Estados Unidos. No seu encontro com o rebelde, numa prisão de Washington, contou, ela esteve acompanhada por agentes do FBI, funcionários dos Departamentos de Estado e de Justiça e dois funcionários da embaixada da Colômbia.

O seu relato foi de “uma reunião tensa”. E rebateu a acusação de que teria falado “da necessidade de um Governo de transição”. “Nesse caso, ele será presidente e eu, a vice”, ironizou.

Córdoba elogiou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, um homem “muito aberto” que “deu saídas” para destravar o processo. E revelou que Chávez estava “disposto a receber 500 guerrilheiros” colombianos em seu país, por saber que Uribe insistia em não permitir que em caso de uma troca os rebeldes retornassem às Farc.

As Farc pretendem a troca de uns 500 de seus guerrilheiros por 45 reféns.

Córdoba reclamou das críticas ao seu trabalho. “A comunidade internacional começou a perguntar por que eu dava declarações muito otimistas e no outro dia aparecia algum ministro falando contra a troca humanitária”, lamentou.

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