A senadora colombiana Piedad Córdoba, mediadora para a libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), revelou hoje que, antes do fim de fevereiro, os militares sequestrados Pablo Emilio Moncayo e Josué Daniel Calvo estarão em suas casas.
“Queremos a libertação neste mês. Não há nenhuma dificuldade em relação aos protocolos de segurança”, disse Córdoba à imprensa na cidade de Bucaramanga, no nordeste colombiano.
“As coordenadas (geográficas da libertação) são entregues pelas Farc faltando dois ou três dias”, acrescentou a parlamentar, que participou das libertações de políticos, militares e policiais, também reféns da guerrilha.
Córdoba anunciou que o movimento Colombianas e Colombianos pela Paz (CCP), o qual lidera, deve se reunir com o Governo, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e delegados da Igreja Católica para liquidar a operação.
Por outro lado, esclareceu que é preciso “desmentir as versões de que o Brasil não é o país que possa fazer a mediação” através da logística necessária para o retorno dos sequestrados.
Segundo a senadora colombiana, “a única condição requerida é verificar os protocolos de segurança”. Além disso, exige-se que o Governo, o alto comissário para a Paz e o Ministério da Defesa emitam por escrito e publiquem tais protocolos, acrescentou.
O sargento Moncayo é o refém mais antigo das Farc, em cativeiro desde dezembro de 1997. Já o soldado Josué Daniel Calvo foi sequestrado em abril do ano passado.
As Farc anunciaram em abril do ano passado a libertação unilateral dos dois reféns, dos 23 em seu poder (embora para o Governo sejam 24). A guerrilha pediu a participação no processo da senadora Córdoba, do CICV e da Igreja Católica.