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Senado dos EUA barra texto que limitaria ações militares de Trump contra Venezuela

A medida foi rejeitada por 51 votos a 49, e apenas dois republicanos se juntaram aos democratas em apoio à proposta, que pretendia reforçar os limites do poder presidencial para iniciar ações militares.

Redação Jornal de Brasília

06/11/2025 21h57

Foto: AFP

Foto: AFP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O Senado dos Estados Unidos barrou nesta quinta-feira (6) uma resolução que buscava impedir o presidente Donald Trump de ordenar ataques à Venezuela sem autorização do Congresso.


A medida foi rejeitada por 51 votos a 49, e apenas dois republicanos se juntaram aos democratas em apoio à proposta, que pretendia reforçar os limites do poder presidencial para iniciar ações militares.


A resolução foi apresentada após semanas de preocupação entre parlamentares com as ações militares americana na região do Caribe e do Pacífico, após uma série de ataques contra embarcações próximas à costa venezuelana. Segundo o governo Trump, as forças dos EUA fizeram ao menos 16 bombardeios contra barcos na região, que provocaram a morte de mais de 65 pessoas.


Os senadores Tim Kaine, da Virgínia, e Adam Schiff, da Califórnia, ambos democratas, e Rand Paul, republicano de Kentucky, foram os autores da resolução bipartidária. Eles argumentaram que o Congresso deveria ter poder de decisão antes de qualquer eventual ofensiva em território venezuelano.


A votação ocorreu um dia depois de autoridades da Casa Branca informarem ao Legislativo que Washington não tem planos, neste momento, de atacar a Venezuela. Ainda assim, a sequência de operações navais e o aumento da presença militar americana na região geraram receios de uma ação mais ampla contra o regime de Nicolás Maduro.

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