O Senado aprovou nesta quarta-feira, por 56 votos a favor, o referendo em que se perguntará aos colombianos sobre uma segunda reeleição do presidente Álvaro Uribe em 2010, informaram à Agência Efe fontes da Casa.
Se retiraram da votação o esquerdista Polo Democrático Alternativo (PDA) e o também opositor Partido Liberal (PL).
Assim, a iniciativa passará na terça-feira ao plenário da Câmara dos Representantes, onde, se aprovada, ficará bem perto de virar lei.
Caso realmente passe pela Câmara, o referendo só precisaria do aval da Corte Constitucional para ir às urnas, onde os colombianos votariam para decidir se a Constituição será mudada para permitir uma segunda reeleição do presidente Uribe.
Após a aprovação do texto de conciliação no Senado, o ministro de Interior e Justiça, Fabio Valencia Cossio, expressou sua satisfação, ao mesmo tempo em que agradeceu à oposição, que segundo ele participou ativamente nas discussões.
Da mesma forma, fez um pedido aos integrantes da Câmara para que reflitam porque na próxima semana “também podem interpretar o sentimento do povo colombiano”.
Durante a discussão do texto do referendo, a oposição voltou a criticar o Governo.
Em seu discurso, o senador do esquerdista PDA Gustavo Petro disse que se mutilava a Constituição e que “é óbvio” que seu partido não está de acordo com o projeto. “O Governo em oito anos não foi capaz de tirar o Estado das máfias”, afirmou.
Já o senador Juan Manuel Galán (PL), filho do ex-candidato presidencial Luis Carlos Galán Sarmiento, assassinado há 20 anos pela máfia, disse que seu partido não participaria “do massacre da Constituição de 91”.
Igualmente, antes da votação, vários parlamentares arremeteram contra a Suprema Corte, que ordenou a revista das casas dos congressistas conservadores Alirio Villamizar e Juan Manuel Corzo.
A Corte investiga os parlamentares por supostos vínculos com a repartição de benefícios em troca de votos a favor da reeleição de Álvaro Uribe em 2006.