Os pesquisadores conferiram mais de 23 milhões de fichas médicas de 37 estados americanos entre 1988 e 2005 para comparar o risco de morte entre as crianças que tinham e as que não contavam com cobertura médica.
De acordo com o coordenador do estudo e cirurgião pediátrico do hospital, Fizan Abdullah, a probabilidade de quem não possui um plano de saúde morrer é consideravelmente maior.
“Crianças sem seguro, gravemente doentes e que são internadas têm 60% mais chances de morrer do que aquelas que têm cobertura médica”, disse.
Por sua vez, o diretor de atendimento médico crítico do Johns Hopkins, Peter Pronovost, lamentou as “mortes desnecessárias” que acontecem a cada ano porque “não é oferecida uma assistência adequada”.
“Em um país tão rico como o nosso, a necessidade de proporcionar cobertura médica às milhões de crianças que não a têm não é uma questão econômica, mas moral”, afirmou.
O estudo alerta também que há nos EUA 7 milhões de crianças sem seguro. Atualmente, o país discute uma reforma em seu sistema de saúde pública. A proposta do Governo, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, é de oferecer cobertura a 47 milhões de cidadãos que não possuem algum tipo de plano.