Menu
Mundo

Sem seguro, 17 mil crianças morreram nos EUA em 20 anos, segundo pesquisa

Arquivo Geral

29/10/2009 0h00

A falta de um plano de saúde pode ter sido um dos principais fatores para a morte de cerca de 17 mil crianças nos Estados Unidos nos últimos 20 anos, segundo um estudo do Centro Infantil do hospital Johns Hopkins que será publicado amanhã no “Journal of Public Health”.

Os pesquisadores conferiram mais de 23 milhões de fichas médicas de 37 estados americanos entre 1988 e 2005 para comparar o risco de morte entre as crianças que tinham e as que não contavam com cobertura médica.

De acordo com o coordenador do estudo e cirurgião pediátrico do hospital, Fizan Abdullah, a probabilidade de quem não possui um plano de saúde morrer é consideravelmente maior.

“Crianças sem seguro, gravemente doentes e que são internadas têm 60% mais chances de morrer do que aquelas que têm cobertura médica”, disse.

Por sua vez, o diretor de atendimento médico crítico do Johns Hopkins, Peter Pronovost, lamentou as “mortes desnecessárias” que acontecem a cada ano porque “não é oferecida uma assistência adequada”.

“Em um país tão rico como o nosso, a necessidade de proporcionar cobertura médica às milhões de crianças que não a têm não é uma questão econômica, mas moral”, afirmou.

O estudo alerta também que há nos EUA 7 milhões de crianças sem seguro. Atualmente, o país discute uma reforma em seu sistema de saúde pública. A proposta do Governo, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, é de oferecer cobertura a 47 milhões de cidadãos que não possuem algum tipo de plano.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado