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Mundo

Sem criticar regime, Brasil lamenta mortes no Irã e diz que cabe aos iranianos decidir futuro do país

A contagem de ao menos 2.000 mortos expõe um aumento significativo nos últimos dias da repressão ao movimento iniciado em 28 de dezembro

Redação Jornal de Brasília

13/01/2026 16h08

britain iran rights embassy protest

Foto por HENRY NICHOLLS / AFP

AUGUSTO TENÓRIO E RICARDO DELLA COLETTA
FOLHAPRESS

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse acompanhar com preocupação as manifestações no Irã -cuja repressão pelo regime já causou mais de 2.000 mortes, segundo uma ONG de direitos humanos- e que não há notícias de brasileiros mortos ou feridos no país.

“Ao sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, disse o Ministério das Relações Exteriores, em nota divulgada nesta terça-feira (13).

A contagem de ao menos 2.000 mortos expõe um aumento significativo nos últimos dias da repressão ao movimento iniciado em 28 de dezembro, quando então era apenas uma insatisfação de comerciantes do Bazar de Teerã com a desvalorização do rial, a moeda local, e a inflação crescente.

No começo do domingo (11), as estimativas ainda estavam entre 100 a 200 vítimas, subindo para 500 ao fim da noite. Agora, a cifra já é o quádruplo de dois dias atrás.

Teerã não divulga balanço oficial de mortos, sejam manifestantes ou membros das forças de segurança, mas o mesmo número de 2.000 vítimas já havia sido passado à agência Reuters por um funcionário do próprio regime, culpando o que chamou de terroristas pela escalada da violência.

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