A organização humanitária explicou em comunicado que as condições insalubres da região do terremoto e a escassez de água potável podem causar “a propagação de doenças, que podem ser fatais para os sobreviventes mais jovens”.
A Save the Children, que distribui ajudas de emergência no Haiti, informou que trabalha em uma estratégia a longo prazo para a reconstrução do país, onde está presente desde 1978.
“É fundamental pensar como deverá ser o Haiti dentro de cinco anos e começar a trabalhar para conseguir isso, em homenagem às pessoas que perderam a vida no terremoto”, assinalou o coordenador de Emergências da ONG, Boris Aristín.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.
O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.