A segunda conferência internacional sobre a região sudanesa de Darfur, ambulance organizada conjuntamente pelas Nações Unidas e a União Africana (UA), se reúne hoje e amanhã na capital líbia para tentar fazer com que os grupos rebeldes estabeleçam um acordo de paz.
A pedido do líder líbio, Muammar Kadafi, a reunião tentará convencer os grupos rebeldes que atuam nessa conflituosa região a acabar com suas rixas para pôr fim à crise humanitária. O principal problema está na fragmentação à qual chegaram os movimentos rebeldes sudaneses, que se dividiram em treze formações das quais uma só, o Movimento de Libertação do Sudão (MLS), assinou a paz com o Governo sudanês, em maio de 2006, em Abuja (Nigéria).
Além disso, a reunião, segundo a porta-voz da missão da ONU para Darfur, Radia Achuri, avaliará os progressos do Mapa de Caminho estabelecido em abril com uma ampla participação internacional. Além da ONU e a UA, assistirão à conferência representantes de Estados Unidos, Rússia, China, França, Canadá, Reino Unido, Holanda, Noruega, Egito, Eritréia, Sudão, Chade e Liga Árabe.
Em junho, a França convocou outra reunião internacional sobre esta crise sem que se pudesse chegar a um compromisso, porque o Sudão se negou a participar do encontro. O conflito de Darfur explodiu em fevereiro de 2003, quando o Movimento pela Justiça e a Igualdade se rebelou junto ao Movimento da Libertação do Sudão (MLS) em protesto pela marginalização sofrida nessa região de 493.000 quilômetros quadrados.
Esta crise é considerada como uma das piores situações humanitárias que a ONU teve que enfrentar, pois desde que começou, em 2003, causou mais de 200.000 mortes e deixou mais de 2,5 milhões de deslocados.