A previsão é que os seguidores de Zelaya terminem seus trajetos em 11 de agosto.
“Na quarta-feira, começa uma marcha nacional em direção a dois pontos centrais do país: Tegucigalpa e San Pedro Sula. (O Objetivo) é formar duas grandes manifestações nas duas cidades mais importantes” de Honduras, disse à Agência Efe Juan Barahona, coordenador da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado.
Os que aderirem à iniciativa, lançada para exigir o retorno de Zelaya ao poder após o golpe de Estado de 28 de junho, partirão de pelo menos sete pontos do país.
De acordo com a proposta aprovada hoje pelos seguidores do presidente deposto, “do ponto de partida ao ponto de concentração geral serão percorridos 110 quilômetros”. Por dia, os manifestantes caminharão cerca de 15 quilômetros.
A marcha “deverá percorrer as ruas dos lugares por onde passar tentando manter um plantão de pelo menos uma hora na localidade”.
Segundo Barahona, paralelamente à caminhada, continuarão acontecendo nas cidades “as jornadas de mobilização e os bloqueios nas estradas”.
Esses últimos, que acontecem diariamente desde o golpe de Estado, diminuíram nos últimos dias, desde que a Polícia mudou sua atitude de permissividade.
Hoje, só há registro de um bloqueio viário no país. Ele acontece na região norte, perto de Trujillo, no departamento de Colón (Caribe), a cerca de 575 quilômetros de Tegucigalpa.