O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, afirmou neste domingo que o ataque da Aliança, no qual morreram 26 soldados paquistaneses, foi um incidente “trágico e não proposital”.
Segundo as Forças Armadas paquistanesas, helicópteros e aviões de combate da missão aliada no Afeganistão (Isaf) lançaram um ataque “sem que houvesse provocação” contra dois postos de controle paquistaneses da região tribal de Mohmand.
Em comunicado, Rasmussen assegurou que apoia “totalmente” a investigação iniciada pela Isaf e garantiu que “determinaremos o que ocorreu e tiraremos as lições apropriadas”.
Além disso, expressou suas “mais profundas condolências” às famílias dos militares paquistaneses que perderam a vida ou ficaram feridos, assim como ao Governo do Paquistão, pelo “lamentável incidente” ocorrido na fronteira entre Afeganistão e Paquistão.
“Escrevi ao primeiro-ministro do Paquistão (Yousuf Raza Gilani) para deixar claro que a morte de paquistaneses é inaceitável e deplorável”, enfatizou.
Rasmussen insistiu que a Otan mantém seu compromisso de seguir trabalhando com o Paquistão para “melhorar a cooperação a fim de evitar novas tragédias no futuro”.
“Temos um interesse comum na luta contra o terrorismo além da fronteira e para garantir que o Afeganistão não volte a se transformar em um lugar seguro para os terroristas”, frisou.
Por último, o secretário-geral aliado declarou que “Otan e Paquistão compartilham uma meta comum: um Afeganistão estável em uma região pacífica”.