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Secretário-geral da Otan diz que missão no Afeganistão é uma <i>necessidade</i>

Arquivo Geral

21/02/2008 0h00

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), order Jaap De Hoop Scheffer, disse que a missão da aliança militar no Afeganistão não é uma “opção”, mas uma “necessidade”, e defendeu a luta contra o terrorismo, especialmente na volátil fronteira com o Paquistão.

Em entrevista coletiva em Cabul, De Hoop Scheffer, que chegou na quarta-feira ao Afeganistão, acusou a insurgência talibã de “desestabilizar o país e arruinar” a sociedade afegã.

“Acho que a comunidade internacional precisa coordenar melhor suas atividades” no Afeganistão, ressaltou o secretário-geral da Otan.

De Hoop Scheffer manifestou seu desejo de que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, escolha um “super-enviado” para o Afeganistão que “possa assumir um papel de cooperação com o Governo afegão e fortalecer o esforço da comunidade internacional”.

Apesar de dizer que a questão do Afeganistão “ainda está pendente”, destacou que a comunidade internacional conseguiu um grande progresso no país em âmbitos como a economia e a saúde.

“Se não nos impusermos, não será o Afeganistão que sairá perdendo, mas nossa comunidade, nossas sociedades”, disse.

O secretário-geral afirmou que as “próprias forças” que estão desestabilizando o Afeganistão estão fazendo o mesmo com o Paquistão e insistiu na necessidade de “lutar contra o radicalismo e o terrorismo”.

Sobre a insurgência talibã, De Hoop Scheffer reconheceu que há um “problema” na linha Durand, desenhada pelos britânicos no final do século XIX e que coincide com a frágil e instável fronteira entre Afeganistão e Paquistão.

“Temos um compromisso firme, ficaremos aqui, e quanto mais êxito tivermos no treinamento do Exército afegão, melhor”, destacou.

Também presente na entrevista coletiva, o presidente afegão, Hamid Karzai, disse que “o conflito, entendido como a derrota do terrorismo e a devolução do Afeganistão ao seu povo, já foi vencido”.

No entanto, Karzai defendeu levar até o fim a tarefa, para conseguir a “derrota definitiva dos terroristas”.

“O Afeganistão quer continuar sendo um país que dê boas-vindas à participação de Estados-membros da Otan”, afirmou Karzai.

A Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf), sob o comando da Otan, possui cerca de 42 mil soldados de 39 países em território afegão.

O ano de 2007 foi o mais sangrento desde outubro de 2001, início da operação Liberdade Duradoura no Afeganistão, com mais de 6.300 vítimas da violência.

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