O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, afirmou nesta quinta-feira que a organização não tem intenção de intervir na Líbia, onde os ataques das forças leais ao líder Muammar Kadafi contra opositores do regime já causaram centenas de mortes.
“A Otan não tem planos de intervir na situação criada na Líbia”, declarou Rasmussen em entrevista coletiva concedida ao lado do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich.
Ao mesmo tempo, ressaltou que a organização não recebeu nenhuma solicitação para participar da estabilização na Líbia e assinalou que qualquer ação deve ser baseada no mandato da ONU.
Por outro lado, afirmou que as revoltas na Líbia não representam uma ameaça nem para a Otan, nem para os membros da Aliança.
No entanto, especificou que os eventos que estão acontecendo na Líbia podem ter consequências negativas e podem gerar uma grande onda de refugiados procedentes do país, segundo informou o jornal “Kiev Post”.
Na segunda-feira, Rasmussen criticou o “uso indiscriminado da força” exercido pelas autoridades líbias contra os manifestantes, afirmando estar “em choque”, e fez um apelo às autoridades do país para que freiem a “repressão contra os civis”.