Em discurso, em Manama, durante a apresentação do relatório sobre avaliação mundial da redução do risco de desastres, Ban ressaltou a necessidade de lutar contra os fatores que favorecem que se multipliquem as consequências das catástrofes naturais.
O relatório das Nações Unidas identifica “os três principais fatores determinantes do risco de desastres: em primeiro lugar, o desenvolvimento urbano não planejado; em segundo lugar, a vulnerabilidade dos meios de vida rurais; e, em terceiro lugar, a deterioração dos ecossistemas”, disse Ban.
Além disso, disse que, “só no ano passado, 236 mil pessoas morreram em mais de 300 desastres e mais de 200 milhões sofreram diretamente as consequências”.
O secretário-geral da ONU também insistiu em que “os pobres e as nações em desenvolvimento são os que mais sofrem em consequência dos desastres”.
“Nove dos dez países nos quais se registrou o maior número de mortes causadas por desastres se encontravam na Ásia”, disse o máximo representante da ONU.
Neste sentido, citou como exemplo que 75% das pessoas que morrem em consequência de inundações vivem em apenas três países: Bangladesh, China e Índia.
Ban advertiu também que os perigos de caráter meteorológico estão aumentando, como resultado da mudança climática.
O relatório, para cuja apresentação mundial a ONU escolheu este pequeno país do Golfo Pérsico, indica que, em pelo menos 12 países da Ásia e da América Latina, 97% das perdas por catástrofes são vinculadas a perigos relacionados ao clima.
O secretário-geral das Nações Unidas disse que os danos causados por estas catástrofes naturais em 2008 superaram os US$ 180 bilhões.