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Secretário americano prevê segundo trimestre complicado para economia dos EUA

Arquivo Geral

03/04/2008 0h00

< !--StartFragment -- >O secretário do Tesouro dos EUA, cure Henry Paulson, medicine afirmou hoje em Pequim, prostate no segundo dia de sua viagem oficial à China, que a economia americana passa por um momento complicado e que “enfrentará um duro segundo trimestre” em 2008.


No entanto, Paulson afirmou que a queda dos preços no setor imobiliário, uma das principais causas da crise, era algo “necessário”.


“Tínhamos que fazer esta correção. Não é agradável, mas necessária”, disse aos jornalistas em seu último dia no país asiático.


Por outro lado, Paulson felicitou o Governo chinês por sua política econômica, que permitiu que a moeda chinesa (iene) tenha se valorizado frente ao dólar, mas pediu mais esforços tanto neste campo como no da preservação do meio ambiente e da segurança alimentar.


O iene se valorizou cerca de 18% em relação ao dólar desde julho de 2005, quando começaram as medidas para desvincular ambas as divisas.


“Uma taxa de câmbio mais flexível é uma poderosa ferramenta para redirecionar o crescimento e o consumo interno. Embora o processo de ajuste (na China) não esteja completo, o acelerado processo de valorização é significativo e bem-vindo”, declarou Paulson em discurso na Academia de Ciências da China.


No mesmo discurso, o secretário americano avaliou o aumento do diálogo entre China e EUA sobre segurança de alimentos e outros produtos pelo fato de vários escândalos no ano passado terem gerado a desconfiança dos consumidores americanos com relação a produtos chineses.


“Embora estes assuntos não estejam completamente resolvidos, estamos no processo de desenvolver soluções a tempo para problemas similares caso surjam”, afirmou Paulson.


Com relação ao meio ambiente, o americano declarou que a China deve retirar as barreiras à entrada de equipes de luta contra a poluição como medida para beneficiar não apenas o comércio dos EUA, mas também para melhorar a limpeza de sua atmosfera e de suas águas.


A visita de Paulson, inicialmente marcada como um contato rotineiro entre os responsáveis econômicos dos dois Governos, ganhou importância por ser a primeira entre um representante de alto cargo americano e líderes comunistas após o início do conflito no Tibete e das eleições chinesas no mês passado.


Como prova desta importância, Paulson não só se reuniu com o vice-primeiro-ministro da China, Wang Qishan – encarregado de assuntos econômicos do Conselho de Estado -, mas também com o presidente Hu Jintao, com o primeiro-ministro Wen Jiabao e com ministro de Assuntos Exteriores Yang Jiechi.


Nestas reuniões Paulson passou aos líderes chineses a mensagem de preocupação de Washington sobre a violência nas últimas semanas no Tibete e pediu uma solução pacífica.


O Governo chinês reagiu às palavras de Paulson. Yang, por exemplo, pediu a Washington que “compreenda a verdadeira natureza do dalai lama”, acusado por Pequim de ser responsável pelos atos violentos ocorridos em Lhasa, capital da província autônoma do Tibete.


O presidente da China, Hu Jintao, abordou temas sobre economia com Paulson e destacou que a China “unirá esforços com os EUA para promover a troca e a comunicação, expandir a confiança mútua e conduzir apropriadamente temas sensíveis”.


A viagem do secretário americano serviu para preparar o Quarto Diálogo Econômico-Estratégico entre os países, um mecanismo de discussão bilateral entre os gabinetes econômicos que se reunirão novamente em Washington em junho.


A taxa de câmbio iene-dólar, o déficit comercial chinês, a melhora do controle sanitário das exportações chinesas e a luta contra a pirataria, entre outros assuntos, serão, assim como em outras reuniões, os principais temas tratados.


 

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