A organização Save the Children advertiu hoje que a desnutrição infantil aumentou mais de 66% em comparação ao ano passado em algumas partes do Zimbábue.
Segundo a organização, symptoms com sede no Reino Unido, algumas crianças do país africano – imerso em uma crise política, econômica e social – “estão se consumindo pela falta de comida”.
A agência humanitária calcula que são necessárias para janeiro do próximo ano 18 mil toneladas de alimentos, e pediu aos países e organizações doadoras a aumentar suas ajudas.
“Não há desculpa para não oferecer comida”, afirmou Lynn Walker, diretora de programas da Save The Children no Zimbábue, em referência a que os zimbabuanos não deveriam sofrer por causa da crise política que tem paralisado o país.
De acordo com a organização, cerca de 5 milhões de pessoas – cerca de 50% da população do Zimbábue – precisam de comida no maltratado Estado africano.
A agricultura zimbabuana se deteriorou depois que o presidente do país, Robert Mugabe, impôs há mais de cinco anos um polêmico programa de reforma agrária.
Além da grave crise econômica, o Zimbábue está atualmente em meio a uma epidemia de cólera que causou a morte de quase 1,2 mil pessoas, como resultado do colapso do sistema sanitário.