O jornal egípcio “Al-Akhbar”, que traz a notícia, cita um alto funcionário do ministério, que afirma que “a recusa a legalizar o documento implica na impossibilidade de que a menina possa abandonar o país”.
Uma lei egípcia relativa ao casamento de cidadãos do país e estrangeiros estabelece que a diferença de idade entre os cônjuges não pode superar os 25 anos (e, neste caso, eram 75).
“Caso a diferença de idade supere os 25 anos, o marido deve depositar garantias bancárias de pelo menos 40 mil libras egípcias (US$ 7.500) em nome de sua esposa como garantia para seu futuro”, explica um porta-voz do ministério, que dá a entender que o idoso saudita não fez isso.
Esta informação evidencia o caso dos ricos do Golfo Pérsico que freqüentemente viajam ao Egito para casar com mulheres muito mais jovens, de origem humilde.
Muitos destes casamentos -que são qualificados por organizações feministas de prostituição encoberta- terminam poucas semanas ou meses depois, geralmente com as mulheres grávidas e com graves problemas para que os ex-maridos reconheçam seus filhos, pois, na maioria dos casos, eles desapareceram.